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crença eu acredito no design. acredito no seu poder transformador, na sua capacidade intrínseca de fazer com que as pessoas percebam o mundo
à sua volta de uma forma diferente. acredito nas inúmeras possibilidades, no erro, no papel do acaso e, de uma forma quase pecaminosa aos
olhos do artesão, acredito na musa. mas a inspiração não é o ponto de partida de um projeto e sim o objetivo que ele deve perseguir. mais do que
inspirar-se, o designer precisa inspirar, provocar a experiência, seduzir os sentidos e potencializar o desejo. para além da frieza germânica de alinhar
a forma à função, trata-se de alinhar a forma à paixão. o designer é o flautista mágico e o encantador de serpentes, trapaceiro das cores e dos tipos,
o mercador de sonhos em um mundo onde todos precisam do sonho. eu acredito no design.


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